Reduzir as luzes no pouso?

Será que alguém já se fez a pergunta do por que as luzes da cabine de passageiros são reduzidas para a decolagem e o pouso? Pois bem, esse post possui um breve comentário do motivo e acho que agora todos os que voam passarão a reparar nisso.

A resposta envolve aspectos técnicos e fisiológicos e tem relação com a maneira como percebemos a claridade. A luz é captada por dois tipos de células, localizadas na retina do olho humano: os cones e os bastonetes. Os cones são responsáveis pela percepção de cores e detalhes; os bastonetes nos permitem distinguir imagens difusas (visão periférica) e tons monocromáticos em condições de pouca claridade. Essas células contêm uma substância química sensível à luz, parte proteína, parte derivada da vitamina A, chamada rodopsina. Esse composto produz pequenos sinais elétricos que nosso cérebro identifica como luz. Quando há muita luminosidade, essa substância se decompõe rapidamente, prejudicando a visão. Experimente sair em um dia ensolarado e, logo depois, entrar em um ambiente mais escuro. Inicialmente, você não enxergará nada. Após alguns minutos, conforme a rodopsina se recompõe, sua visão melhora gradativamente. O processo todo pode levar 30 minutos. Portanto, durante decolagens e pousos, a luminosidade da cabine deverá ter a mesma intensidade que a luz natural do lado externo da aeronave. Isso para que, em caso de anormalidade, todos possam enxergar melhor as instruções dos comissários e visualizar as saídas de emergência.

Equipe Na Frequência Certa

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